domingo, 8 de setembro de 2013

"Os EUA já estão fazendo campeões mundiais, então não vai demorar muito para o Brasil perder essa posição absoluta" Entrevista prof. Jiu-Jitsu II Grau Luiz Fernando PIMPOLHO

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar

Entrevista n. 7
Prof. de Jiu-Jitsu II Grau Luiz Fernando PIMPOLHO


Amigos,



A entrevista de hoje é com alguém muito especial, aliás, reitero o que costumo dizer todas as pessoas que já entrevistei até hoje são de uma forma ou de outra especiais. O casca grossa de hoje é uma pessoa de um coração enorme, um cara tranquilo, que não briga, não grita com ninguém, é religioso, avesso às drogas e sempre está motivado, sempre! e é um grande conhecedor e praticante ativo do jiu-jitsu, não só no Brasil como no mundo. Luiz Fernando Pimpolho, ou simplesmente Pimpa, como é chamado pelos amigos e admiradores (que não são poucos), conversou comigo neste mês de setembro pouco antes do início de uma de suas aulas. Espero que gostem e comentem.




www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 
1.       SÓ CASCA !  – como sempre começo, quando foi a primeira vez, foi jiu-jitsu a primeira arte marcial?
2.       PIMPOLHO - Comecei aos 13 anos de idade numa filial do Carlson Gracie em Botafogo, a Brazilian Fight , o professor responsável na época era o Marcelo Alonso, a academia foi fundada pelo Amauri Bitetti. Mas, eu tenho influência do jiu-jitsu desde que nasci, o meu tio o Jorge Neném é faixa preta do Royler e Rickson Gracie e eu com 5 ou 6 anos de idade já tinha bastante noção de defesa pessoal, de arm-lock, leg-lock, defesa de guilhotina, como derrubar, digamos assim, eu uma criança e quando comecei formalmente a treinar o jiu-jitsu aos 13 anos eu já sabia mais que imaginava. Só pelo convívio familiar que eu mantinha com o meu tio nas brincadeiras de menino.
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

3.       SÓ CASCA !  – tudo aqui no Rio de Janeiro?
4.       PIMPOLHO – Aqui no Rio de Janeiro. Naquela academia, treinei 10 anos, competia sempre pelo Carlson Gracie,  eram reunidas todas as filiais da academia, para escolha, para seleção dos atletas que iriam disputar os torneios, era o time A, time B, assim como muitas outras academia fazem, como a própria Nova União, GF Team e etc... sempre participava dos torneios, todas as vezes na equipe “A” desde a faixa branca até a marrom foi assim, eu e o Ruan Jucão.


5.       SÓ CASCA !  – então começou aos 13 anos na Carlson e saiu de lá com quantos anos e em que faixa?
6.       PIMPOLHO – Sai aos 22 para 23 anos na faixa marrom, já tinha uma luta de vale tudo, já tinha sido vice-campeão mundial, campeão brasileiro, ganha vários torneios estaduais, com certa experiência dentro do jiu-jitsu, digamos que antes de ser faixa preta eu já estava formado dentro do jiu-jitsu.


7.       SÓ CASCA !  – o mestre Hélio, Carlson Gracie conviveu com eles?
8.       PIMPOLHO – Tem uma passagem engraçada, tive contato com todas as pessoas importantes do jiu-jitsu de minha geração. Frequentei a casa do Hélio Gracie quando ele era vivo ainda, eu nem sonhava em fazer jiu-jitsu, ia para lá para tomar suco de melancia e comer sanduiches gostosos de pão integral com queijo minas que eram servidos. Eu ia com meu tio Jorge Neném e os irmãos Royler, Rickson Gracie,  quando o Hélio chegava acabava na hora a bagunça, como criança não tinha menor noção do que se passava, só anos mais tarde tive noção do que acontecia ali. Então o fato do Carlson na minha vida foi ele que me deu a faixa marrom, ele foi muito importante para mim, ele me incentivou a ir para o vale tudo. Ele tinha uma equipe “A” de MMA, Amauri Bitetti, Murilo Bustamante, Vitor Belford, Wallid Ismail, todos esses caras treinavam na mesma época que eu, eram mais experientes, eu fazia parte da equipe “B” além de inúmeros outros amigos que se tornaram depois profissionais. Incentivado pelo Carlson, o mentor dessa idéia para mim,  comecei a fazer MMA, estreei e gostei. Só tenho boas lembranças dele. Aprendi uma posição dele, uma defesa de guilhotina e nem me lembro a última vez que bati de guilhotina, os ensinamentos dele foram muito eficientes para minha formação.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

9.       SÓ CASCA !  – sobre essa sua estréia no MMA quem foi?
10.   PIMPOLHO – um cara do boxe, tinha 5 lutas, todas vitórias e por nocaute, num torneio chamado Ford Copa dos Campeões em São Paulo, isso em 2001 eu era ainda um garoto, acabara de me recuperar de um fratura no nariz, mal tinha noção de tomar soco na cara. Só hoje treinando na Nova União é que eu percebo que não tinha noção nenhuma e não estava preparado para estrear. Mas, ali foi um divisor de águas, foi onde eu levei mais a sério e onde vi que podia lutar MMA de verdade.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

11.   SÓ CASCA !  – Saiu do Carlson e foi para Nova União?
12.   PIMPOLHO – Essa minha passagem é interessante, as pessoas geralmente quando saem de uma equipe, de uma academia, têm problemas de relacionamentos, mas comigo isso não houve, eu nunca tive problema nenhum com meus amigos da Carlson, aliás, até hoje continuamos amigos meu professor da época Osíris Maia, Marcelo Alonso, meu tio Jorge Neném, entrei e sai com as portas abertas. Mas, claro, eu pensei o que era melhor para mim profissionalmente e fui treinar com o André Pederneiras. Conheço o Dedé desde que me entendo por gente, somos moradores daqui do bairro do Flamengo, um bairro de lutadores, sempre tive uma boa relação com ele. Falei para ele queria treinar profissionalmente com ele, com o Shaolim, o Robinho e fiz essa transição para Nova União. Foi uma fase difícil no início, com os amigos que deixei na Carlson, mas não me arrependo nenhum pouco, evolui muito.


13.   SÓ CASCA !  – Seu tio, o prof. Jorge Neném, foi aluno do Carlson juntamente com o prof. André Pederneiras?
14.   PIMPOLHO – O meu tio é um cara que treina jiu-jitsu desde os 16 de idade e já lutou com nomes como Jamelão, Roberto Traven, Castelo Branco, mas como ele veio de família humilde como eu, nunca pode se dedicar integralmente ao jiu-jitsu tinha que possuir um segundo trabalho. Ele treinou a vida inteira na Gracie Humaitá com o Royler, o Rickson, tinha um bolsa para poder treinar, permaneceu até a faixa marrom. Esteve um tempo parado até que depois foi convidado pelo Marcelo Alonso a treinar no Carlson Gracie que apadrinhou ele e fez dele mais um faixa preta da escola, assim como o Amauri Bitetti e o Dedé. Enfim, meu tio e o Dedé são faixas preta formados pelo Carlson.



www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

15.   SÓ CASCA !  – Bom, na fase Nova União como foi?
16.   PIMPOLHO – Quando cheguei no Dedé, fiquei uns 2 anos ainda na faixa marrom, depois disso fui graduado na preta, tinha 23 anos talvez. Me orgulho dessa faixa preta, posso dizer que ganhei a marrom do Carlson e a preta do André Pederneiras que é o melhor treinador do mundo. Então não tenho o que reclamar. Nisso já se vão 11 anos, minha família, minha equipe, meu bairro, estou muito feliz onde eu estou.


17.   SÓ CASCA !  – seu treinamento profissional, voltado para MMA é no CT da Nova União e as aulas que leciona são aqui na Catedral Metodistas ...
18.   PIMPOLHO – Claro, claro, eu sempre dei aula de jiu-jitsu, até mesmo na época da Carlson antes mesmo de ser faixa preta eu puxava treino, e nesses treinos até  gente mais graduada que eu participava, não por eu ser melhor, mas por minha superação, minha dedicação aos  treinos. Eu gosto de lecionar, mas dedicar-se exclusivamente ao treino de MMA fica difícil conciliar com o pagamento das contas, aí há também um necessidade de dar aulas de jiu-jitsu, então meu segundo trabalho sempre foi dar aulas, isso também é um incentivo porque estou trabalhando, treinando e fazendo uma atividade física ao mesmo tempo. Como toda equipe na Nova União eu treino wresttling de manhã, boxe, MMA duas vezes por semana, preparação física, manopla com quem você tem mais afinidade e conhece o seu jogo, então mesmo dando aula todos os dias anoite e faço o mesmo treino que os campões da Nova União fazem.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

19.   SÓ CASCA !  – Como é sua história como seminarista e professor de jiu-jitsu no exterior?
20.   PIMPOLHO – Eu fui um dos últimos caras de minha equipe a ir para o exterior, sempre fui muito apegado a minha família, muito preso e minha terra, por conta das minhas origens. Até que um dia fui convidado para dar aulas no Marrocos, sendo uma experiência nova, nunca tinha saído do Brasil  resolvi aceitar. Foi em 2009. Quando cheguei lá percebi a noção do convite, fui dar aulas para o chefe da guarda nacional do Marrocos, acima desse que seria meu aluno, somente o Rei! Ele tinha poder militar, policial, sobre tudo, era uma coisa de louco, tinha uma academia dentro da casa dele, uma coisa que não estamos acostumados aqui no Brasil. Por outro lado uma pessoa super humilde, super bacana, foi muito gentil comigo. Já voltei várias vezes para o Marrocos, fiz várias amizades, gosto da cultura marroquina e devo muito a eles, foi graças esse convite que aprendi o francês, abriu minhas portas para ir para a Europa, primeiro França, depois Espanha, Itália, Alemanha eu conheço bastante a Europa. A realidade de nós que somos lutadores não é de gastar, para viajarmos para estes países curtimos, é claro, mas vamos a trabalho, para poder ganhar algum para nós e custear a viagem, então vou para um seminário, uma luta ou outro evento, nunca vou somente a passeio.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

21.   SÓ CASCA !  – Atualmente o seu ponto é a Espanha?
22.   PIMPOLHO – Eu comecei ajudando um cara que é aluno meu, depois de um tempo eu resolvi levar o nome de minha equipe, Nova União,  para a Europa. Hoje em dia tenho alunos meus na Espanha, em Lyon, Paris, Barcelona,  estamos vendo a possibilidade de levar para o Marrocos, os marroquinos gostam muito de jiu-jitsu, como lá não há muitas alternativas esportivas, eles abraçaram o jiu-jitsu como uma causa. Até porque um país vizinho, isso culturalmente falando, Dubai adotou o jiu-jitsu como tradição, como matéria escolar, daí eu acredito que outros países como Jordânia terão em breve um jiu-jitsu forte.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

23.   SÓ CASCA !  – Destes países que você já teve experiência como profissional, qual a diferença que você percebe comparativamente com o nosso?
24.   PIMPOLHO – Vou ser sincero, quando viajo para seminários, ensinando o jiu-jitsu de uma vida inteira que aprendi com muito sacrifício e esforço ao longo dos anos, eu também aprendo. O que mais me chama atenção do jiu-jitsu europeu por exemplo é a seriedade com que eles encaram o treino. Para você ter uma idéia aqui nós falamos jiu-jitsu de “youtube” para desmerecer, para dizer que não é boa técnica, mas lá eles veem uma posição no youtube que geralmente algum brasileiro postou e levam para a academia para torná-la prática, e conseguem porque são muito dedicados, disciplinados. O jiu-jitsu é brasileiro, sobretudo, carioca, nós aqui no Rio de Janeiro também somos dedicados, mas não é a mesma coisa, nosso treino é uma coisa mais descontraída. Um está certo e o outro errado? Não. São duas experiências vitoriosas diferentes e de fazer o bom jiu-jitsu.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

25.   SÓ CASCA !  – A hegemonia do jiu-jitsu brasileiro no mundo, vencendo torneios vai ser mantida ainda por quanto tempo?
26.   PIMPOLHO – Os EUA já estão fazendo campeões mundiais, então não vai demorar muito para o Brasil perder essa posição absoluta em todas as categorias sempre vencendo os primeiros lugares. Porque o jiu-jitsu já está difundido mundialmente. A tendência é onde está surgindo o esporte vir com mais força, acho que essa universalização do jiu-jitsu é bom para todos e até para quem já trabalha com o jiu-jitsu.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

27.   SÓ CASCA !  – Os torneios lá fora existe mais patrocínio, não é?
28.   PIMPOLHO – Verdade, lá fora, toda luta tem um apoio, vai fazer uma luta casada de jiu-jitsu, você ganha a mesma coisa como se fosse fazer uma luta de MMA aqui. Eles lá procuram te dar um apoio, uma ajuda, de um kimono, de uma roupa, de dinheiro, aqui o atleta para conseguir alguma coisa ele tem que estar com algum contrato importante, em um evento grande, do contrário não há apoio. A verdade é essa porque eu acompanho meus amigos na academia, ralaram muito para conseguir patrocínio, atletas de ponta hoje, mas quando precisaram no passado muito mais que hoje de um patrocínio para mantê-los as marcas não chegavam até eles.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

29.   SÓ CASCA !  – Mas, você não acha que essas marcas não chegam antes é porque a coisa é desorganizada ainda em relação a outras modalidades esportivas mais consolidadas no Brasil e não inspira confiança suficiente no empresário?
30.   PIMPOLHO – Olha isso depende, não é porque é de minha equipe, mas o Shooto do André Pederneiras é um evento sério. Acabei de chegar de uma luta que fiz em Barcelona, no EFX, ganhei meu adversário no primeiro round por finalização, chegando aqui recebi até convite para lutar, mas falei para o meu mestre, Dedé, que prefiro lutar o Shooto para não arriscar os problemas que existem por aqui e já tenho experiência em outros eventos, baixo valor que pagam, e outros como pesagem e coisas do tipo. Eu luto por amor, eu vivo de dar aulas aos meus alunos, aulas particulares, seminários, por isso não me sinto obrigado financeiramente a aceitar qualquer evento para lutar.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

31.   SÓ CASCA !  – e preconceito? sua geração não é a que sofreu mais com isso, mas como foi com você ser praticante de jiu-jitsu?
32.   PIMPOLHO – Olha, o preconceito maior foi dentro da minha própria família, não aceitavam eu deixar de lado os estudos para seguir no jiu-jitsu. Até entendo eles, porque no final sabem que nada é fácil e ganhar a vida com o jiu-jitsu é complicado, pensavam no meu conforto, na minha velhice, como seria. Preocupação natural de pais, talvez eu nem possa considerar preconceito, mas digamos, uma resistência. Eu não tenho o que reclamar daquilo que o jiu-jitsu me deu, através dele eu conheci o mundo, falo 4 idiomas, tenho grande convívio de amigos do bem, tenho bastante contato com gente do mundo inteiro. Uma vez conheci um amigo um judoca uruguaio que treinava no Carlson e era muito amigo do Amauri Bitetti, ele dizia “qualquer lugar do mundo em que você chegar com um kimono debaixo do braço você é bem recebido”. Tempos depois fui descobrir isso na prática.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

33.   SÓ CASCA !  – Conta aí uma história engraçada do passado.
34.   PIMPOLHO – Há várias, mas lembro agora de uma que na época certamente não foi engraçada, mas hoje aqui relembrando é. Certa vez fui para São Paulo com Abi Rihan que hoje em dia é um casca grossa, era meu parceiro de treino das antigas. Iria rolar uma grana pelo absoluto num torneio na capital paulista, fomos duros, achando que ao menos um de nós ganharia porque estávamos com um nível altíssimo na época. O resultado é que nós dois perdemos, além de putos da vida, não tínhamos nem a grana para voltar e fazer o lanche, mas o Abi Rihan, mais precavido, tinha lá um cartão de crédito e pagou nossa volta. Situações de dificuldade que muitos atletas que estão começando a vida no jiu-jitsu devem ter sua versão pessoal e que no futuro serão lembradas assim como a minha que lhe conto agora, como uma piada da juventude.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

35.   SÓ CASCA !  – Quantos faixa preta você formou?
36.   PIMPOLHO – Contando aqui no Brasil e no exterior há o Arnobio Brazil,  Rafael Pizziali, Marco Bessi (Croquete), Fred Mendes (Chuck), Rodrigo Pimpolho (Orelha), Rodney Martins, Flavio Ivo, Fabio Cacilhas (Caverna), Alexandre Correia de Paris, Cedrick, Paulo de Gap, Brinquinho da Alemanha, Adriano Belumatn que é meu amigo de infância dá aula em La Corunha.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

37.   SÓ CASCA !  – Ao que você atribui essa sua tranquilidade característica, seu constante bom humor, camaradagem... porque a fama que os lutadores de jiu-jitsu tinham ou têm é de serem agressivos...
38.   PIMPOLHO – Eu sempre fui assim, acho que foi a convivência com a minha  avó, fui criado por ela e ela conseguiu me passar essa tranquilidade muito útil em minha vida.  Mantive esse meu temperamento até mesmo na Carlson onde o pessoal gostava de ser agressivo para se impor, para mostrar que era casca grossa; já na Nova União eu me enquadrei, o pessoal super humilde sem as “poderosidades” que muitos têm no meio da luta. O Dedé, por exemplo, o aluno é imagem do professor, ali eu vi, me enquadrei, o cara vai provar que é casca grossa dentro do ringue, não nas ruas, até mesmo porque ele tem uma vida familiar, tem esposa, filhos, vai frequentar a escola dos filhos, não pode ser mau exemplo.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

39.   SÓ CASCA !  – Cite um atleta que para você é uma exemplo e os grandes lutadores que conheceu e gostaria de mencionar.
40.   PIMPOLHO – Para mim os três melhores lutadores do jiu-jitsu que mais me inspiraram foram: Nino Schembri ( Barra Gracie) , Leo Vieira (antiga Master) e o Robson Moura (Nova União), sempre me espelhei no jogo deles para lutar, mas há ainda vários outros importantes para mim, eu, por exemplo treinei muito com o Amauri Bitetti, treinei com o Xaulim, como o Léo Santos, e vários nomes.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

41.   SÓ CASCA !   – E os ídolos?
42.   PIMPOLHO – Zico é um ídolo do esporte para mim, o José Aldo, um cara que vi dormir na academia e hoje é o melhor do mundo, e vários outros amigos que também são exemplos, as vezes nem são tão conhecidos, mas têm uma história de superação que fazem eles grandes exemplos.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

43.   SÓ CASCA !  – Então para você o quê dá importância ao atleta não são nem os títulos, na verdade o que mede o atleta são as dificuldades que ele superou para continuar lutando, possuindo ou não reconhecimento?
44.   PIMPOLHO – Sempre fiz meu nome no jiu-jitsu, na verdade, fiquei conhecido mesmo foi nas minhas faixas de ascensão até a preta. Quando eu fui para o MMA eu já tinha o meu nome no jiu-jitsu. Nem imaginava que chegaria tão longe como cheguei no jiu-jitsu. Como te falei comecei como uma brincadeira de criança.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

45.   SÓ CASCA ! – Por falar em chegar tão longe quem foram os lutadores relevantes que você já lutou e merece citá-los?
46.   PIMPOLHO – Cito grande e bravos lutadores que respeito muito, com que tive a honra de competir como Bruno Bastos, Demian Maia, Ronaldo Jacaré, Fabricio Morango, Sérgio Morais, Eduardo  Telles, Marcelo Garcia, Eduardo Santoro, Português, Tererê, Dustin Denes Clean. Há ainda as vitórias sobre grandes nomes como Marcelo Garcia atual n. 1 do mundo sem kimono e Eduardo Teles e Sérgio Morais atletas do UFC...


47.   SÓ CASCA !  – Como foi aquela sua famosa luta com o ex-big brother Marcelo Dourado?
48.   PIMPOLHO – Na verdade foi o seguinte, ele saiu do Big Brother e para manter a visibilidade que ele havia adquirido com a audiência do programa resolveram inventar uma luta para ele que foi anunciado no programa como lutador de MMA. Na época eu ia lutar um evento, o Real Fight, na Hebraica, e na verdade me colocaram naquela luta ali com o Dourado como bucha, para levantar a imagem dele. Me ofereceram a luta eu aceitei, o Dedé também. Ele havia lutado com o Capoeira, um cara duríssimo que eu respeito muito, o Dourado havia nocauteado o cara. Na hora da luta eu mostrei meu trabalho, né brother ... mas eu respeitei o Dourado o tempo inteiro. Foi uma luta de um menino com um cara mais velho querendo brigar, acho que hoje a luta seria diferente iríamos lutar igual.

 
www.socasca.blogspot.com
clique nas fotos para ampliar 

49.   SÓ CASCA !  – Tem algum agradecimento, palavras finais?
50.   PIMPOLHO – Eu só queria agradecer as pessoas que me ajudaram, meu tio, Jorge Neném, Marcelo Alonso, Osíris Maia, André Pederneiras, Pedro Riso, Luís Alves, Carlson Gracie, Beto Leitão pai e filho, a família da Nova União Jiu-Jitsu como um todo, meus alunos da Catedral Metodistas do Catete, enfim inúmeras pessoas que sempre me ajudaram dentro do esporte e são exemplos, me sinto muito feliz de poder ter convivido com elas e de merecer o respeito que elas tem por mim. É isso, o que mais posso dizer é que me sinto ainda um garoto, tenho 34 anos, luto no adulto, treino MMA, viajo pelo mundo dando seminários e lutar é minha diversão e me inspira a ser cuidadoso com alimentação, manter-me longe de vícios, correr na praia, preservar a forma física vou me manter assim até quando Deus permitir.


51.   SÓ CASCA !  – Quem quiser conhecer ou praticar o bom jiu-jitsu do Mestre Pimpolho onde deve ir?
52.   PIMPOLHO – No Brasil, dou aulas as 2ª, 4ª e 6ª feiras das 19:00 às 21:30 na Pça José de Alencar n. 4, Flamengo, Rio de Janeiro. As aulas são no subsolo da Igreja Metodista, lugar com uma energia muito positiva, quem quiser pode chegar vai ser muito bem recebido.

Nenhum comentário: