3. SÓ CASCA ! – tudo aqui no Rio de Janeiro?
4. PIMPOLHO – Aqui no Rio de Janeiro. Naquela
academia, treinei 10 anos, competia sempre pelo Carlson Gracie, eram reunidas todas as filiais da academia,
para escolha, para seleção dos atletas que iriam disputar os torneios, era o
time A, time B, assim como muitas outras academia fazem, como a própria Nova
União, GF Team e etc... sempre participava dos torneios, todas as vezes na
equipe “A” desde a faixa branca até a marrom foi assim, eu e o Ruan Jucão.
5. SÓ CASCA ! – então começou aos 13 anos na Carlson e saiu
de lá com quantos anos e em que faixa?
6. PIMPOLHO – Sai aos 22 para 23 anos na
faixa marrom, já tinha uma luta de vale tudo, já tinha sido vice-campeão
mundial, campeão brasileiro, ganha vários torneios estaduais, com certa
experiência dentro do jiu-jitsu, digamos que antes de ser faixa preta eu já
estava formado dentro do jiu-jitsu.
7. SÓ CASCA ! – o mestre Hélio, Carlson Gracie conviveu com
eles?
8. PIMPOLHO – Tem uma passagem engraçada,
tive contato com todas as pessoas importantes do jiu-jitsu de minha geração.
Frequentei a casa do Hélio Gracie quando ele era vivo ainda, eu nem sonhava em
fazer jiu-jitsu, ia para lá para tomar suco de melancia e comer sanduiches
gostosos de pão integral com queijo minas que eram servidos. Eu ia com meu tio
Jorge Neném e os irmãos Royler, Rickson Gracie, quando o Hélio chegava acabava na hora a
bagunça, como criança não tinha menor noção do que se passava, só anos mais
tarde tive noção do que acontecia ali. Então o fato do Carlson na minha vida
foi ele que me deu a faixa marrom, ele foi muito importante para mim, ele me
incentivou a ir para o vale tudo. Ele tinha uma equipe “A” de MMA, Amauri
Bitetti, Murilo Bustamante, Vitor Belford, Wallid Ismail, todos esses caras
treinavam na mesma época que eu, eram mais experientes, eu fazia parte da
equipe “B” além de inúmeros outros amigos que se tornaram depois profissionais.
Incentivado pelo Carlson, o mentor dessa idéia para mim, comecei a fazer MMA, estreei e gostei. Só
tenho boas lembranças dele. Aprendi uma posição dele, uma defesa de guilhotina
e nem me lembro a última vez que bati de guilhotina, os ensinamentos dele foram
muito eficientes para minha formação.
9. SÓ CASCA ! – sobre essa sua estréia no MMA quem foi?
10. PIMPOLHO – um cara do boxe, tinha 5
lutas, todas vitórias e por nocaute, num torneio chamado Ford Copa dos Campeões
em São Paulo, isso em 2001 eu era ainda um garoto, acabara de me recuperar de
um fratura no nariz, mal tinha noção de tomar soco na cara. Só hoje treinando
na Nova União é que eu percebo que não tinha noção nenhuma e não estava
preparado para estrear. Mas, ali foi um divisor de águas, foi onde eu levei
mais a sério e onde vi que podia lutar MMA de verdade.
11. SÓ CASCA ! – Saiu do Carlson e foi para Nova União?
12. PIMPOLHO – Essa minha passagem é
interessante, as pessoas geralmente quando saem de uma equipe, de uma academia,
têm problemas de relacionamentos, mas comigo isso não houve, eu nunca tive
problema nenhum com meus amigos da Carlson, aliás, até hoje continuamos amigos meu
professor da época Osíris Maia, Marcelo Alonso, meu tio Jorge Neném, entrei e
sai com as portas abertas. Mas, claro, eu pensei o que era melhor para mim
profissionalmente e fui treinar com o André Pederneiras. Conheço o Dedé desde
que me entendo por gente, somos moradores daqui do bairro do Flamengo, um
bairro de lutadores, sempre tive uma boa relação com ele. Falei para ele queria
treinar profissionalmente com ele, com o Shaolim, o Robinho e fiz essa
transição para Nova União. Foi uma fase difícil no início, com os amigos que
deixei na Carlson, mas não me arrependo nenhum pouco, evolui muito.
13. SÓ CASCA ! – Seu tio, o prof. Jorge Neném, foi aluno do
Carlson juntamente com o prof. André Pederneiras?
14. PIMPOLHO – O meu tio é um cara que
treina jiu-jitsu desde os 16 de idade e já lutou com nomes como Jamelão, Roberto
Traven, Castelo Branco, mas como ele veio de família humilde como eu, nunca
pode se dedicar integralmente ao jiu-jitsu tinha que possuir um segundo
trabalho. Ele treinou a vida inteira na Gracie Humaitá com o Royler, o Rickson,
tinha um bolsa para poder treinar, permaneceu até a faixa marrom. Esteve um
tempo parado até que depois foi convidado pelo Marcelo Alonso a treinar no
Carlson Gracie que apadrinhou ele e fez dele mais um faixa preta da escola,
assim como o Amauri Bitetti e o Dedé. Enfim, meu tio e o Dedé são faixas preta
formados pelo Carlson.
15. SÓ CASCA ! – Bom, na fase Nova União como foi?
16. PIMPOLHO – Quando cheguei no Dedé,
fiquei uns 2 anos ainda na faixa marrom, depois disso fui graduado na preta,
tinha 23 anos talvez. Me orgulho dessa faixa preta, posso dizer que ganhei a
marrom do Carlson e a preta do André Pederneiras que é o melhor treinador do
mundo. Então não tenho o que reclamar. Nisso já se vão 11 anos, minha família,
minha equipe, meu bairro, estou muito feliz onde eu estou.
17. SÓ CASCA ! – seu treinamento profissional, voltado para
MMA é no CT da Nova União e as aulas que leciona são aqui na Catedral
Metodistas ...
18. PIMPOLHO – Claro, claro, eu sempre dei
aula de jiu-jitsu, até mesmo na época da Carlson antes mesmo de ser faixa preta
eu puxava treino, e nesses treinos até gente mais graduada que eu participava, não
por eu ser melhor, mas por minha superação, minha dedicação aos treinos. Eu gosto de lecionar, mas dedicar-se
exclusivamente ao treino de MMA fica difícil conciliar com o pagamento das
contas, aí há também um necessidade de dar aulas de jiu-jitsu, então meu
segundo trabalho sempre foi dar aulas, isso também é um incentivo porque estou
trabalhando, treinando e fazendo uma atividade física ao mesmo tempo. Como toda
equipe na Nova União eu treino wresttling de manhã, boxe, MMA duas vezes por
semana, preparação física, manopla com quem você tem mais afinidade e conhece o
seu jogo, então mesmo dando aula todos os dias anoite e faço o mesmo treino que
os campões da Nova União fazem.
19. SÓ CASCA ! – Como é sua história como seminarista e
professor de jiu-jitsu no exterior?
20. PIMPOLHO – Eu fui um dos últimos caras
de minha equipe a ir para o exterior, sempre fui muito apegado a minha família,
muito preso e minha terra, por conta das minhas origens. Até que um dia fui
convidado para dar aulas no Marrocos, sendo uma experiência nova, nunca tinha saído
do Brasil resolvi aceitar. Foi em 2009.
Quando cheguei lá percebi a noção do convite, fui dar aulas para o chefe da
guarda nacional do Marrocos, acima desse que seria meu aluno, somente o Rei!
Ele tinha poder militar, policial, sobre tudo, era uma coisa de louco, tinha
uma academia dentro da casa dele, uma coisa que não estamos acostumados aqui no
Brasil. Por outro lado uma pessoa super humilde, super bacana, foi muito gentil
comigo. Já voltei várias vezes para o Marrocos, fiz várias amizades, gosto da
cultura marroquina e devo muito a eles, foi graças esse convite que aprendi o
francês, abriu minhas portas para ir para a Europa, primeiro França, depois Espanha,
Itália, Alemanha eu conheço bastante a Europa. A realidade de nós que somos
lutadores não é de gastar, para viajarmos para estes países curtimos, é claro,
mas vamos a trabalho, para poder ganhar algum para nós e custear a viagem,
então vou para um seminário, uma luta ou outro evento, nunca vou somente a
passeio.
21. SÓ CASCA ! – Atualmente o seu ponto é a Espanha?
22. PIMPOLHO – Eu comecei ajudando um cara
que é aluno meu, depois de um tempo eu resolvi levar o nome de minha equipe,
Nova União, para a Europa. Hoje em dia
tenho alunos meus na Espanha, em Lyon, Paris, Barcelona, estamos vendo a possibilidade de levar para o
Marrocos, os marroquinos gostam muito de jiu-jitsu, como lá não há muitas
alternativas esportivas, eles abraçaram o jiu-jitsu como uma causa. Até porque
um país vizinho, isso culturalmente falando, Dubai adotou o jiu-jitsu como
tradição, como matéria escolar, daí eu acredito que outros países como Jordânia
terão em breve um jiu-jitsu forte.
23. SÓ CASCA ! – Destes países que você já teve experiência
como profissional, qual a diferença que você percebe comparativamente com o
nosso?
24. PIMPOLHO – Vou ser sincero, quando
viajo para seminários, ensinando o jiu-jitsu de uma vida inteira que aprendi
com muito sacrifício e esforço ao longo dos anos, eu também aprendo. O que mais
me chama atenção do jiu-jitsu europeu por exemplo é a seriedade com que eles
encaram o treino. Para você ter uma idéia aqui nós falamos jiu-jitsu de
“youtube” para desmerecer, para dizer que não é boa técnica, mas lá eles veem
uma posição no youtube que geralmente algum brasileiro postou e levam para a
academia para torná-la prática, e conseguem porque são muito dedicados,
disciplinados. O jiu-jitsu é brasileiro, sobretudo, carioca, nós aqui no Rio de
Janeiro também somos dedicados, mas não é a mesma coisa, nosso treino é uma
coisa mais descontraída. Um está certo e o outro errado? Não. São duas
experiências vitoriosas diferentes e de fazer o bom jiu-jitsu.
25. SÓ CASCA ! – A hegemonia do jiu-jitsu brasileiro no
mundo, vencendo torneios vai ser mantida ainda por quanto tempo?
26. PIMPOLHO – Os EUA já estão fazendo
campeões mundiais, então não vai demorar muito para o Brasil perder essa
posição absoluta em todas as categorias sempre vencendo os primeiros lugares.
Porque o jiu-jitsu já está difundido mundialmente. A tendência é onde está
surgindo o esporte vir com mais força, acho que essa universalização do
jiu-jitsu é bom para todos e até para quem já trabalha com o jiu-jitsu.
27. SÓ CASCA ! – Os torneios lá fora existe mais patrocínio,
não é?
28. PIMPOLHO – Verdade, lá fora, toda luta
tem um apoio, vai fazer uma luta casada de jiu-jitsu, você ganha a mesma coisa
como se fosse fazer uma luta de MMA aqui. Eles lá procuram te dar um apoio, uma
ajuda, de um kimono, de uma roupa, de dinheiro, aqui o atleta para conseguir
alguma coisa ele tem que estar com algum contrato importante, em um evento
grande, do contrário não há apoio. A verdade é essa porque eu acompanho meus
amigos na academia, ralaram muito para conseguir patrocínio, atletas de ponta
hoje, mas quando precisaram no passado muito mais que hoje de um patrocínio
para mantê-los as marcas não chegavam até eles.
29. SÓ CASCA ! – Mas, você não acha que essas marcas não
chegam antes é porque a coisa é desorganizada ainda em relação a outras modalidades
esportivas mais consolidadas no Brasil e não inspira confiança suficiente no
empresário?
30. PIMPOLHO – Olha isso depende, não é
porque é de minha equipe, mas o Shooto do André Pederneiras é um evento sério.
Acabei de chegar de uma luta que fiz em Barcelona, no EFX, ganhei meu
adversário no primeiro round por finalização, chegando aqui recebi até convite
para lutar, mas falei para o meu mestre, Dedé, que prefiro lutar o Shooto para
não arriscar os problemas que existem por aqui e já tenho experiência em outros
eventos, baixo valor que pagam, e outros como pesagem e coisas do tipo. Eu luto
por amor, eu vivo de dar aulas aos meus alunos, aulas particulares, seminários,
por isso não me sinto obrigado financeiramente a aceitar qualquer evento para
lutar.
31. SÓ CASCA ! – e preconceito? sua geração não é a que
sofreu mais com isso, mas como foi com você ser praticante de jiu-jitsu?
32. PIMPOLHO – Olha, o preconceito maior
foi dentro da minha própria família, não aceitavam eu deixar de lado os estudos
para seguir no jiu-jitsu. Até entendo eles, porque no final sabem que nada é
fácil e ganhar a vida com o jiu-jitsu é complicado, pensavam no meu conforto,
na minha velhice, como seria. Preocupação natural de pais, talvez eu nem possa
considerar preconceito, mas digamos, uma resistência. Eu não tenho o que
reclamar daquilo que o jiu-jitsu me deu, através dele eu conheci o mundo, falo
4 idiomas, tenho grande convívio de amigos do bem, tenho bastante contato com
gente do mundo inteiro. Uma vez conheci um amigo um judoca uruguaio que
treinava no Carlson e era muito amigo do Amauri Bitetti, ele dizia “qualquer
lugar do mundo em que você chegar com um kimono debaixo do braço você é bem
recebido”. Tempos depois fui descobrir isso na prática.
33. SÓ CASCA ! – Conta aí uma história engraçada do passado.
34. PIMPOLHO – Há várias, mas lembro agora
de uma que na época certamente não foi engraçada, mas hoje aqui relembrando é.
Certa vez fui para São Paulo com Abi Rihan que hoje em dia é um casca grossa,
era meu parceiro de treino das antigas. Iria rolar uma grana pelo absoluto num
torneio na capital paulista, fomos duros, achando que ao menos um de nós
ganharia porque estávamos com um nível altíssimo na época. O resultado é que
nós dois perdemos, além de putos da vida, não tínhamos nem a grana para voltar
e fazer o lanche, mas o Abi Rihan, mais precavido, tinha lá um cartão de
crédito e pagou nossa volta. Situações de dificuldade que muitos atletas que
estão começando a vida no jiu-jitsu devem ter sua versão pessoal e que no
futuro serão lembradas assim como a minha que lhe conto agora, como uma piada
da juventude.
35. SÓ CASCA ! – Quantos faixa preta você formou?
36. PIMPOLHO – Contando
aqui no Brasil e no exterior há o Arnobio Brazil, Rafael Pizziali, Marco Bessi (Croquete), Fred Mendes
(Chuck), Rodrigo Pimpolho (Orelha), Rodney Martins, Flavio Ivo, Fabio Cacilhas (Caverna), Alexandre Correia de Paris, Cedrick, Paulo
de Gap, Brinquinho da Alemanha, Adriano Belumatn que é meu amigo de infância dá aula em
La Corunha.
37. SÓ CASCA ! – Ao que você atribui essa sua tranquilidade
característica, seu constante bom humor, camaradagem... porque a fama que os
lutadores de jiu-jitsu tinham ou têm é de serem agressivos...
38. PIMPOLHO – Eu sempre fui assim, acho
que foi a convivência com a minha avó,
fui criado por ela e ela conseguiu me passar essa tranquilidade muito útil em
minha vida. Mantive esse meu
temperamento até mesmo na Carlson onde o pessoal gostava de ser agressivo para
se impor, para mostrar que era casca grossa; já na Nova União eu me enquadrei,
o pessoal super humilde sem as “poderosidades” que muitos têm no meio da luta.
O Dedé, por exemplo, o aluno é imagem do professor, ali eu vi, me enquadrei, o
cara vai provar que é casca grossa dentro do ringue, não nas ruas, até mesmo
porque ele tem uma vida familiar, tem esposa, filhos, vai frequentar a escola
dos filhos, não pode ser mau exemplo.
39. SÓ CASCA ! – Cite um atleta que para você é uma exemplo e
os grandes lutadores que conheceu e gostaria de mencionar.
40. PIMPOLHO – Para mim os três melhores
lutadores do jiu-jitsu que mais me inspiraram foram: Nino Schembri ( Barra
Gracie) , Leo Vieira (antiga Master) e o Robson Moura (Nova União), sempre me
espelhei no jogo deles para lutar, mas há ainda vários outros importantes para
mim, eu, por exemplo treinei muito com o Amauri Bitetti, treinei com o Xaulim,
como o Léo Santos, e vários nomes.
41. SÓ CASCA ! – E os
ídolos?
42. PIMPOLHO – Zico é um ídolo do esporte
para mim, o José Aldo, um cara que vi dormir na academia e hoje é o melhor do
mundo, e vários outros amigos que também são exemplos, as vezes nem são tão
conhecidos, mas têm uma história de superação que fazem eles grandes exemplos.
43. SÓ CASCA ! – Então para você o quê dá importância ao
atleta não são nem os títulos, na verdade o que mede o atleta são as
dificuldades que ele superou para continuar lutando, possuindo ou não
reconhecimento?
44. PIMPOLHO – Sempre fiz meu nome no
jiu-jitsu, na verdade, fiquei conhecido mesmo foi nas minhas faixas de ascensão
até a preta. Quando eu fui para o MMA eu já tinha o meu nome no jiu-jitsu. Nem
imaginava que chegaria tão longe como cheguei no jiu-jitsu. Como te falei
comecei como uma brincadeira de criança.
45. SÓ CASCA ! – Por falar em chegar tão
longe quem foram os lutadores relevantes que você já lutou e merece citá-los?
46. PIMPOLHO – Cito grande e bravos
lutadores que respeito muito, com que tive a honra de competir como Bruno Bastos,
Demian Maia, Ronaldo Jacaré, Fabricio Morango, Sérgio Morais, Eduardo Telles, Marcelo Garcia, Eduardo Santoro, Português,
Tererê, Dustin Denes Clean. Há ainda as vitórias sobre grandes nomes como Marcelo Garcia atual n. 1
do mundo sem kimono e Eduardo Teles e Sérgio Morais atletas do UFC...
47. SÓ CASCA ! – Como foi aquela sua famosa luta com o ex-big
brother Marcelo Dourado?
48. PIMPOLHO – Na verdade foi o seguinte,
ele saiu do Big Brother e para manter a visibilidade que ele havia adquirido
com a audiência do programa resolveram inventar uma luta para ele que foi
anunciado no programa como lutador de MMA. Na época eu ia lutar um evento, o
Real Fight, na Hebraica, e na verdade me colocaram naquela luta ali com o
Dourado como bucha, para levantar a imagem dele. Me ofereceram a luta eu
aceitei, o Dedé também. Ele havia lutado com o Capoeira, um cara duríssimo que
eu respeito muito, o Dourado havia nocauteado o cara. Na hora da luta eu
mostrei meu trabalho, né brother ... mas eu respeitei o Dourado o tempo
inteiro. Foi uma luta de um menino com um cara mais velho querendo brigar, acho
que hoje a luta seria diferente iríamos lutar igual.
49. SÓ CASCA ! – Tem algum agradecimento, palavras finais?
50. PIMPOLHO – Eu só queria agradecer as
pessoas que me ajudaram, meu tio, Jorge Neném, Marcelo Alonso, Osíris Maia,
André Pederneiras, Pedro Riso, Luís Alves, Carlson Gracie, Beto Leitão pai e
filho, a família da Nova União Jiu-Jitsu como um todo, meus alunos da Catedral
Metodistas do Catete, enfim inúmeras pessoas que sempre me ajudaram dentro do
esporte e são exemplos, me sinto muito feliz de poder ter convivido com elas e
de merecer o respeito que elas tem por mim. É isso, o que mais posso dizer é
que me sinto ainda um garoto, tenho 34 anos, luto no adulto, treino MMA, viajo
pelo mundo dando seminários e lutar é minha diversão e me inspira a ser
cuidadoso com alimentação, manter-me longe de vícios, correr na praia, preservar
a forma física vou me manter assim até quando Deus permitir.
51. SÓ CASCA ! – Quem quiser conhecer ou praticar o bom
jiu-jitsu do Mestre Pimpolho onde deve ir?
52. PIMPOLHO – No Brasil, dou aulas as 2ª,
4ª e 6ª feiras das 19:00 às 21:30 na
Pça José de Alencar n. 4, Flamengo, Rio de Janeiro. As aulas são no subsolo da
Igreja Metodista, lugar com uma energia muito positiva, quem quiser pode chegar
vai ser muito bem recebido.
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